23 de mai de 2017

NOTA DE REPÚDIO À AGRESSÃO POR PARTE DE ATIVISTAS DA CUT


Faixa do MRS no ato do dia 18 de maio

No último dia 18 de maio houve uma grande manifestação pelo Fora Temer em Porto Alegre. Cerca de 20 mil pessoas marcharam pelo centro da cidade em mais uma demonstração de luta contra esse governo e suas reformas. No entanto, durante o ato houve um grave caso de repressão que deve ser repudiado pelo movimento. 

O QUE ACONTECEU?

Quando o ato ainda estava na esquina democrática, a organização MRS estendeu sua faixa com os dizeres “Fora Temer, Fora Todos! Nem direita, nem PT! Revolução! Trabalhadores no poder!”. Até então tudo certo, o problema começou quando 4 bate-paus identificados com camisetas da CUT (Central Única dos trabalhadores) e até conhecidos dirigentes sindicais partiram para cima dos militantes do MRS que seguravam sua faixa e simplesmente arrancaram a faixa de suas mãos, após agressões físicas e roubaram a faixa por discordar da sua política. 

A atitude dos ativistas da CUT é absurda e um grande ataque à liberdade de expressão das organizações da classe trabalhadora. É direito das organizações expressarem sua opinião política, seja numa assembléia, numa greve, num ato ou onde estiver. Concordando ou não com sua visão, o direito de expressão das organizações da nossa classe deve ser garantida. Esse deveria ser um principio básico de todos que compunham o ato. 

Já basta a perseguição e a repressão da burguesia sobre nós! 

Como se já não bastasse a perseguição, a repressão e a violência que a burguesia imprime diariamente sobre nós, quando uma organização que deveria representar os trabalhadores reprime e agride gratuitamente uma organização de esquerda, está fazendo o jogo da burguesia, e mais, não medindo o risco que uma confusão num ato dessa magnitude poderia causar. 

Unidade para derrubar Temer, mas não esquecendo das divergências estratégicas

Nossa unidade em torno da derrubada de Temer e o sepultamento final das reformas deve continuar e ir no sentido do êxito total. Porém, isso não significa eliminar nossas diferenças estratégicas, ainda mais à força, na agressão, no cerceamento da livre expressão, no desrespeito a autonomia e independência das organizações. Nossas diferenças devem ser resolvidas com os métodos da classe trabalhadora, aplicando em toda e qualquer situação a democracia operária. Assim com é direto que cada organização tenha sua política, para além do que nos une, uns são pelas eleições diretas, outros pela assembleia constituinte. Mas o fato é que é preciso reconhecer o direto de manifestação do MRS.

Direção PSTU               


2 comentários :

  1. Mário Castro23/5/17 16:33

    "Quanto mais esquecido de si mesmo está quem escuta, tanto mais fundo se grava nele a coisa escutada." - Walter Benjamin

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  2. Anônimo8/9/17 13:05

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